terça-feira, 27 de maio de 2008

A Puta Francesa Com A Qual Fodi Eras Tu, Lilith


Gerard,

Jean-Pierre,

Auguste,

Charles,

Gustave,

Eu era um francês

Com qualquer um destes nomes

E vivia em 1716

Na Paris de Luís XV.

Era um poeta vagabundo

Que vivia de migalhas

Pelos becos parisienses,

Recitando versos aos cães

E aos gatos

Que eu amava e amo,

Sendo mais ouvido por eles

Do que pelos humanos.

Bardo vagabundo de renome,

Famoso eu era

Entre os pervertidos

E os loucos,

Os marginais

E as prostitutas,

Minhas amantes nas noites

De poéticas bebedeiras

E orgias.

Arrogant bastard entre os nobres

Eu era,

Mas comia algumas senhoras

Da corte

E todas as suas damas,

Confesso que beleza era tudo

Que eu tinha de riqueza,

Confesso que meu pau entrava

Nos salões com mais rapidez

Do que muitos nobres

Deles saiam.

Em uma noite de bebida barata

No mais sujo bordel

Do beco mais sujo

Que podia haver naquela Paris

Antes do enforcar de muitos

Que suja tornavam-na,

Encontrei uma puta francesa

Vestida de negro,

Pele brilhante qual divino marfim,

Olhos azuis-claros de profunda

Sinistra raiz,

Lábios carnudos em um sorriso

De simpática meretriz,

Cabelos castanhos-claros

De ondas atrativas a mim.

Aquela puta francesa me conquistou,

Ainda lembro do meu pau

Na hora endurecer

Quando em meu colo

Ela se sentou

E eu pude ver aqueles seios,

Volumosos e naturais,

Comigo dialogando em linguagem

Que não pode ser decifrada

Apenas sendo um libertino

Mui voraz.

Bebemos e dançamos,

Nos beijamos,

Como nos beijamos,

Os lábios daquela puta francesa

Me aniquilaram,

Eu temi estar apaixonando-me,

Eu estava já mais do que

Meramente apaixonado,

Estava amando uma maldita

Puta francesa,

Putas não são para serem

Amadas,

Nem naquela época,

Nem hoje,

Nem na França,

Nem no Brasil,

Nem em lugar nenhum

Da Terra!

Putas são apenas

Para serem fodidas,

São criaturas que se dão

Ao prazer de abrirem

Os cus e as bucetas

Sendo pagas

Ou não!

Mas,

Eu amei aquela puta francesa,

Aquela criatura das ruas

Parisienses mais sujas,

Aquela criatura de um bordel

Parisiense mui sujo...

Subimos para o leito,

Leito que era o principal

Daquele bordel,

As energias de mil e uma putas

E de mil e um comedores

De putas

Nele permaneciam,

E eu,

Vampiro De Infinitos Berços

E ocultista de Infinitos Berços,

Absorvi tudo ao despir-me

E ao despi-la.

A nudez daquela puta francesa

Calou-me com sua violência,

Rica violência...

Os seios empinados

Me agrediam e pediam-me

Os lábios...

As nádegas mui volumosas,

Com a carne pujante e poderosa,

Me agrediam e pediam-me

A língua...

Os pêlos pubianos mui volumosos

Formavam uma floresta

Que meu desbravador duro

Bandeirante erguido

Adentrar queria...

Agarrei a puta!

Joguei a puta na cama!

Virei de costas a puta!

Chupei as nádegas da puta!

Chupei as coxas da puta!

Chipei as panturilhas da puta!

Lambi as costas da puta!

Penetrei no cu da puta

Até tirar-lhe sangue!

Virei para frente de mim a puta!

Beijei-lhe os lábios carnudos de puta!

Chupei-lhe os bicos dos peitos de puta!

Lambi seu abdômen de puta!

Chupei sua vulva de puta!

Passei a língua no interior

De sua buceta de puta!

Penetrei na buceta da puta

Até tirar-lhe sangue!

Nove vezes na buceta da puta!

Nove vezes no cu da puta!

A noite não terminava,

A puta me energizava,

A puta gargalhava,

A puta sangrava,

Sangue de puta que bebi,

Sangue de puta que bebi

Sangue de puta que bebi,

Sangue de puta que bebi,

Sangue de puta que bebi.

Sangue de puta que bebi,

Sangue de puta que bebi,

Sangue de puta que bebi,

Sangue de puta que bebi!

Mais do que dezoito orgasmos

Tive com aquela

Puta francesa lá,

Lá naquele leito de bordel

Da Paris de 1716...

Eu acordei de manhã,

Cheio de força,

Cheio de energias,

Mas aquela puta francesa

Não estava mais lá.

Vesti-me ansioso,

Queria com ela me casar,

Amando aquela puta francesa

E querendo tirá-la dali

Daquele bordel

E abandonar as idas minhas

Aos bórdeis

Daquela Paris,

Desci as escadarias

E indaguei as demais putas

Por ela.

Nenhuma a conhecia,

Nenhuma daquelas outras

Putas francesas

A viu comigo,

Elas me disseram que eu

Bebi muito

E agi como louco,

Sentado em uma mesa

Falando sozinho,

Beijando e dançando

Sozinho,

Subindo as escadarias

Sozinho,

Entrando no melhor quarto

Do bordel

Sozinho.

Como amigo da dona do bordel

Deixaram-me no quarto,

Adormecido,

Mas eu não adormeci,

Eu com uma puta francesa

Lá estive!

Confuso e temendo

Ao hospício ser levado,

Saí daquele bordel,

Não retornei a ele,

Não fui a mais nenhum bordel,

Não vou mais a nenhum bordel,

A última puta com a qual fodi

Em um bordel

Foi aquela puta francesa

Em 1716.

Desencarnei mais vagabundo

E mais pobre

Do que encarnei em 1716,

Desencarnei chamando o nome

Daquela puta francesa

Que até o fim da minha

Francesa Existência

Amei,

Muito amei,

Muito muito muito

Amei amei amei...

Reencarnei diversas outras vezes

E a reencontrei...

Reencarnado aqui agora,

No Brasil de 2008,

Ainda bardo,

Ainda vagabundo,

Ainda a poetizar

Para os cães e os gatos

Que melhor do que os humanos

Me compreendem,

Meu nome bem sei,

E o nome daquela puta francesa

Hoje se faz amante meu,

E passo a compreender

Porque mulher alguma,

Puta ou aparentemente

Não-puta,

Jamais de verdade em meus braços

Pude ter.

Em 1716,

Na Paris de Luis XV,

Naquele último bordel

No qual estive,

Naquele último leito de bordel

No qual estive,

Nos braços daquela puta francesa

Pelo nome perguntei-lhe,

Pelo nome dela perguntei,

E com gostosa graciosidade

E cheia de carnes infinitas

Na voz,

Ela me disse o nome,

O Nome Daquela Que Amo,

O Nome Daquela Que Sempre

Procurei,

O Nome Daquela Que Enfim

Encontrei:

"Lilith,

Meu Nome É Lilith,

Tua Lilith,

Meu Filho,

Meu Amado,

Meu Esposo Eterno,

Meu Anjo Caído

Que Buscando-Me Do Alto

Quis Cair,

Que Me Amará,

Que Sempre Me Amará,

Até Lúcifer A Nós Dois

Novamente Reunir...

Lilith,

Meu Nome É Lilith,

Tu Vais Esquecê-Lo

E Somente Dele Lembrarás

Quando Lúcifer Novamente

Sobre Nós Dois Erguer

O Cetro Do Verdadeiro Iluminar...

Lilith,

Meu Amado Filho E Esposo E Amante...

Lilith...

Lilith...

Lilith...

Lilith...

Lilith...”


Inominável Ser

EM 2008

COM LILITH






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