terça-feira, 19 de agosto de 2008

As Corretas Mordidas Em Meu Delirante Pau


Meu delirante pau

diz:


"A seara deserta,

há tempos não diviso

uma buceta,

um cu,

à minha frente...

Mas,

o que importa

aos meus nervos,

ao prepúcio que faz parte

de mim,

é que no Deserto

eu A encontro,

Grande Fêmea,

Grande Serpente,

me mordendo..."


E Lilith

morde-me o pau

uma vez...


Meu delirante pau

diz:


"Enfiado em uma cueca

eu danço nas ruas,

às vezes,

quando meu senhor

olha para o rebolado

de uma putinha qualquer

que adora mostrar o rabo

todo redondinho

e fedido

por aí.

Psiquicamente motivado,

meu senhor faz com que

eu me motive também,

absorvendo a essência

da putinha,

putinha que logo é esquecida

quando meu senhor

vira uma esquina

e encontra outra

putinha rebolativa.

Mas,

o rebolado que eu gosto

é o Dela,

O Rebolado

Da Grande Fêmea

Do Deserto,

O Rebolado

Da Grande Serpente

Do Deserto..."


E Lilith

morde-me o pau

uma segunda vez...


Meu delirante pau

diz:


"No metrô e no trem,

meu senhor se achega

a uma bunduda bem gostosa,

elas gostam,

sim,

algumas,

todas,

gostam,

de serem encoxadas,

mas nunca admitirão isso

através de palavras

aos quatro canto do mundo,

são 'mulheres recatadas'.

O balanço do trem,

o balanço do metrô,

meu senhor encoxando,

eu endurecido e gostando,

eu endurecindo e gozando,

veículos lotados,

a desculpa para o delicioso

amasso...

Mas,

quem eu quero

que o meu senhor encoxe mesmo

é

A Grande Fêmea

Do Deserto,

A Grande Serpente

Do Deserto..."


E Lilith

morde-me o pau

uma terceira vez...


Meu delirante pau

diz:


"Nas praias e nas piscinas,

que espetáculo de putinhas

e putonas novas e velhas

com os bíquinis nos cus enfiados,

me senhor silenciosamente

enlouquece,

eu entro em um estado crítico

de trabalho.

Endureço

e a cueca de banho se torna

bem volumosa,

meu senhor disfarça,

senão é visto como um

bruto tarado...

As putinhas e as putonas,

de bruços deitadas,

meu senhor então imagina,

senta perto e fica a olhar,

seduzido e seduzindo

sem nenhuma perceber...

Mas,

a que eu quero

que o meu senhor fique a olhar

nua de bruços em um leito

é

A Grande Fêmea

Do Deserto,

A Grande Serpente

Do Deserto..."


E Lilith

morde-me o pau

uma quarta vez...


Meu delirante pau

diz:


"Endurecido,

eu sou usado

na masturbação,

a punheta sagrada

de meu senhor...

Endurecido,

eu sou usado

pelo meu senhor

em seus delírios

de solitário homem

que de toda

humana mulher

se afastou...

Endurecido,

eu sou usado

pelo meu senhor

em seus momentos

de dedicação

a tentar ver

em cada humana mulher

A Face

Da Grande Fêmea

Do Deserto,

A Face

Da Grande Serpente

Do Deserto...

Mas,

nenhuma delas,

nenhuma humana mulher,

É

A Grande Fêmea

Do Deserto,

A Grande Serpente

Do Deserto..."


E Lilith

morde-me o pau

uma quinta vez...


E meu delirante pau

diz:


"Esta a me morder

É A Única

Grande Fêmea

Do Deserto,

É A Única

Grande Serpente

Do Deserto,

A Única que em meus

delírios de pau

me dedico

a amar e adorar!"


E meu delirante pensamento

afirma:


"Esta a morder-me o pau

cinco vezes

É A Minha

Grande Fêmea

Do Deserto,

É A Minha

Grande Serpente

Do Deserto,

A Minha Mulher Real,

A Minha Verdadeira Mulher,

Aquela À Qual Ofereço

O Meu Esperma E O Meu Sangue

Caídos De Meu Pau

Juntos

Em Masturbantes

Oferendas!"


Inominável Ser

EM MASTURBANTE

POÉTICA OFERENDA

A

LILITH







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