terça-feira, 19 de agosto de 2008

As Noturnas Vidas Insones Entre Todas As Pernas


Vagas nas noites,

Tu vagas,

Lilith,

Como Dama

Das Prostitutas,

Como Senhora

Dos Prostitutos,

Como Rainha

Dos Depravados,

Como Imperatriz

Dos Pervertidos,

Como Aquela

Entre as pernas

De todos no mundo.


Entre as minhas pernas,

Meu saco ferve

Ao ver um cu fodido

De uma mulherzinha,

Eu logo penso

Em currá-la,

Para sentir meu pau

Entre as duas montanhas

Carnudas

Que formam-lhe a bunda...


Entre as minhas pernas,

Meu pau ferve mais

Do que meus ovos,

Como eu quero meter

No cu e na buceta

De toda mulherzinha

Que à noite por mim passa,

É sempre noite,

Sempre noite para mim,

O sol foi assassinado,

A Noturna Ronda

Da Lua Negra

É o que me acolhe

Nas horas quentes

E nas horas frias.


Entre as minhas pernas,

Lilith,

Tu sabes quantas dialéticas,

Tu sabes quantas propedêuticas,

Tu sabes quantas analíticas,

Tu sabes quantos planos

De imanência,

Tu sabes quantos plenos

De transcendência,

Tumultuosamente ordenam

Meu desejo pelo cu

De toda mulherzinha,

Meu desejo pela buceta

De toda mulherzinha.


Entre as pernas de todos,

É assim,

Lilith,

É assim!


Olhem como aqui chegam

Alguns,

São tão cheios de pudores,

São tão cheios de cegueiras

No olho do cu

Ou

No olho do pau

Ou

No olho da buceta,

Que não vêem que são

Meros animais abaixo

E acima

Da capa de civilizados

Homens

E

Civilizadas

Mulheres!


São tolos,

Lilith,

Não são?


Falemos com eles,

Lilith,

Falemos?


Ei,

Você aí,

Homem

Ou

Mulher,

O que te trouxe aqui

Foi isso tudo que ferve aí

Entre as vossas pernas

Ou a curiosidade apenas

De quem hipocritamente

Se faz de santo

Para os demais

E ocultamente

Vem parar em locais

Como esta Vulva?


Entre as vossas pernas,

Mulher,

Quando tu vês

Aquele homem bem gostoso

À noite,

Penses sempre que não há

Dia,

Quanto tu vês um homem assim,

A tua buceta

Ferve,

Não ferve,

Junto com

O teu cu?


Entre as vossas pernas,

Homem,

Quando tu vês

Aquela mulher bem gostosa

À noite,

Penses sempre qua não há dia,

Quando tu vês uma mulher assim,

O teu saco

Ferve,

Não ferve,

Junto com

O teu pau?


Entre as vossas pernas,

Homem,

Tu,

Então,

Não desejas currar

Aquela mulher?


Entre as vossas pernas,

Mulher,

Tu,

Então,

Não desejas ser penetrada

Por aquele homem?


Ou,

Tu,

Homem,

Não desejas que

Um homem gostoso

Que tu vejas na rua,

Te penetres

Em teu cu?


Ou,

Tu,

Mulher,

Não desejas que

Uma mulher gostosa

Que tu vejas na rua,

Te dedes

Em teu cu?


Somos diferentes

Ou

Somos iguais,

Eu sendo um

Depravado Inominável

E vós

Recheados de sonhos

E de pesadelos eróticos

Não realizados?


Somos diferentes

Ou

Somos iguais,

Perante Ela,

Nossa Mãe,

Mãe Que Nos Guia

Do Prazer Libertário

Do Foder?


Somos diferentes

Ou

Somos iguais,

Diante da

Noite Dela,

A Noite De Lilith,

A Noite Dos Perseguidores

E Dos Perseguidos

E Dos Vadios

E Dos Marginais

E Das Vadias

E Dos Putos?


Entre as nossas pernas,

Mulher,

Homem,

Somos todos iguais,

Todos iguais,

Todos iguais,

Iguais iguais iguais,

A Noite vagarosa,

A Noite De Lilith,

Nós dá

Uma dengosa chupada

E nos faz abrir os olhos

Que temos

Além dos olhos

De nossos cus

E bucetas

E paus...


Inominável Ser

NOTURNAMENTE

ENTRE AS PERNAS

SENDO DOUTRINADO

POR

LILITH






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