terça-feira, 19 de maio de 2009

Colhendo Os Suados Relatos De Um Sofá


Um sofá,

o sofá,

lembranças

de um sarro

tirado muitas

e muitas

e muitas

vezes

com um gosto

provocador

que me aliviava

do diário

antigo terror...

Quem nunca

tirou um sarro

no sofá?

Aquele sarro

bem gostoso

com uma prima?

Aquele sarro

bem gostoso

com um primo?

Aquele sarro

bem gostoso

com uma irmã?

Aquele sarro

bem gostoso

com um irmão?

Aquele sarro

bem gostoso

com o pai?

Aquele sarro

bem gostoso

com a mãe?

Fantasias liberadas

pelo mundo,

minhas Visões,

Lilith,

alcançam sofás

que a hipocrisia

e os falsos moralismos

tentam queimar

nas beiradas de

esgotados rios

de esgotos...

Fantasias perturbantes

dos hipócritas

e falsos moralistas

da sociedade

a defender apenas

o papai-e-mamãe

insosso

e o heterrossexual

e o normal

desenrolar

dos sexuais encontros

existenciais...

Vejo

Vejo

Vejo

A Realidade

que se transforma

em cada sofá

que conta cada historinha

das mais deliciosas,

Lilith...

Vejo

Vejo

Vejo

um negro sofá

e muitos sofás

de negra cor,

Lilith,

que contam histórias

que os livros mais

pornográficos

ainda vão contar...

Vejo

Vejo

Vejo

aqele negro sofá

e sou aquele homem

a abraçar

aquela mulher,

Lilith,

uma penetração por trás

de fazer inveja

ao penetrador mais

voraz...

Me transfiro para

o corpo do penetrador,

trato aquela mulher

com um carinho

que a excita ainda

mais,

eu a abraço,

Lilith,

acaricio os seios

dela,

beijo os lábios

dela,

mexo a pica

bem devagar

para não

machucar...

Transfiro-me para lá,

eu a abraço

com carinho imenso,

Lilith,

ela começa a rebolar

e o cu dela se

abre

abre

abre

mais

mais

mais...

Transfiro-me para lá,

eu acaricio os seios

dela

com carinho intenso,

Lilith,

ela começa a sorrir

e pelo meu

Verdadeiro Nome

me chama

me chama

me chama

com chama

com chama

com chama...

Transfiro-me para lá,

eu a beijo nos lábios

com carinho irresistível,

ela pensa em mim

como aquele que

jamais

jamais

jamais

esquecerá

esquecerá

esquecerá...

Transfiro-me para todo sofá,

negro ou não,

Lilith,

pois Tu

em cada

mulher

e em cada

homem

sempre vai estar

sempre vai estar

sempre vai estar

a abraçar

a abraçar

a abraçar

a acariciar

a acariciar

a acariciar

a beijar

a beijar

a beijar...


Inominável Ser

ABRAÇANDO

ACARICIANDO

BEIJANDO

LILITH









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