terça-feira, 18 de agosto de 2009

Lírica Perfeita Das Selvagens Mordidas


Meus caninos falam

de uma lírica

antiga.


Lírica viva de um Vampiro

muito amigo de carnes

antigas.


Lírica que amortece a morte

da pele antiga minha

em nova morte.


Lilith,

liricamente Vossa carne

poetiza-me...


Lilith,

liricamente Vossa carne

poetiza a todos os devassos...


Lilith,

liricamente Vossa carne

poetiza a todos os depravados...


Lilith,

liricamente Vossa carne

poetiza a todos os safados...


Sou um safado poeta nesta tarde

de calor lá fora,

de calor aqui dentro.


Um calor,

safado calor,

inspirador.


Um calor,

safado calor,

tumultuador.


Um calor,

safado calor,

ordenador.


Um calor,

safado calor,

roedor.


Um rato mastiga-me a vontade,

meus caninos estão

querendo morder-Te...


Morder-Te,

Lilith,

chamando-Te o sangue!


Morder-Te,

Lilith,

querendo-Te o sangue!


Morder-Te,

Lilith,

dançando em Vosso Sangue!


Dama mordida por mim,

vais negar-me

O Serpentino Néctar?


Piranha mordida por mim,

vais negar-me

O Serpentino Bálsamo?


Vagabunda mordida por mim,

vais negar-me

A Serpentina Ambrosia?


A Receita Da Vida,

O Veneno Que Ressuscita,

vais negar-me?


A Fonte Da Não-Vida,

O Veneno Que Oculto Respira,

vais negar-me?


A Refeição Do Todo Coroante,

O Veneno Que Revelado Afirma,

vais negar-me?


Não,

Vós não me negarás

A Vossa Lira...


Sim,

recebo assim

a Vossa Maior Mordida...


Então,

Vos dou assim

minhas grandes e pequenas mordidas...


Inominável Ser

MORDENDO

A SERPENTE

E RECEBENDO DELA

A MAIOR SERPENTINA

MORDIDA








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