segunda-feira, 30 de novembro de 2009

A Religiosa Expressividade De Insaciáveis Mãos


No limiar da noite chuvosa d'alma,

tremenda solidão

acomete centelhas

de aflitos pela pele.


Ao Verdadeiro Deus Criador,

tais solitárias almas pedem

solitária satisfação

através do colorido das mãos.


Se recebemos da Natura

a potencialidade genésica,

os instintos todos da Interna Selva,

por que não satisfatórias mãos?


Se instintos não podemos

abandonar nas beiradas das estradas,

por que não buscar na solidão

a satisfação na noite chuvosa d'alma?


Tu falas dentro de mim

e dentro de todos,

Lilith,

Tu És A Voz Do Instinto.


Minha científica mente

explana na Poética Ciência

a conclusão pela experiência:

Tu És O Sagrado Instinto.


A Natura nos dá

A Vossa Voz,

queimando na chuva,

na chuva das peles nossas...


A Natura conserva em nós

A Vossa Voz,

chove aqui,

chove por aqui...


A Natura solidifica em nós

A Vossa Voz,

janelas d'almas abertas,

janelas d'almas molhadas...


Beleza extende-se

nas solitárias mãos

no frenesi da solitária busca

pela solitária satisfação...


Não há solidão...

Não pelas solitárias mãos...

Não há solidão...

Envolventes penetrantes mãos...


Instinto Lilith,

Lilith Instinto,

o desdobramento amanhece

nas mãos ao leste.


Começo a desvendar pelas

minhas próprias solitárias mãos

o segredo do leste

da minha solitária satisfação.


Instinto,

Lilith,

Por Que Não Negar

O Vosso Não-Limite?


Inominável Ser

CUJAS

SOLITÁRIAS MÃOS

MANIFESTAM

O INSTINTO

LILITH








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