segunda-feira, 22 de março de 2010

Um Dedo, Dois Dedos, Três Dedos, Quatro Dedos, Cinco Dedos...


Na poesia que nasce

do envolvimento carnal,

dedos podem dizer

e fazer

mais do que um pau.


Estamos

na cama...


Estamos no chão

do quarto...


Estamos na varanda

da casa...


Estamos

em pé...


Estamos

deitados...


Estamos livres,

Lilith,

das fugas

dos dias,

das fugas

das noites,

envoltos pelos odores

e pela fumaça

de nossos corpos

em brasa.


Estamos livres,

meus dedos

agindo,

meus dedos

agitados,

meus dedos

altivos...


Um dedo

na Tua buceta...


Poético trato

todo envolto

em amor...


Dois dedos

na Tua buceta...


Poético trato

todo envolto

em amor...


Três dedos

na Tua buceta...


Poético trato

todo envolto

em amor...


Quatro dedos

na Tua buceta...


Poético trato

todo envolto

em amor...


Cinco dedos

na Tua buceta...


Poético trato

todo envolto

em amor...


Tu gozas

em meus dedos,

sugo Teu

gozo,

faço-A lamber

o próprio gozo

e esfrego-o

na Tua cara...


Flexível,

A Volúpia.


Irresistível,

A Volúpia.


Indicadora,

A Volúpia.


Fuga do

marrom,

fuga do

cinza,

notas nas pontas

de meus dedos

contando os lucros

das profundas

dedadas...


Inominável Ser

UMA

DUAS

TRÊS

QUATRO

CINCO

VEZES

DEDANDO

NA BUCETA

LILITH









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