segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Melodia De Tua Carne Em Amabilidade


Entre as loucuras mais

intensificantes

da carnal vestimenta;

na sepultura mais conhecida

pelos violentamente

libertinos;

na moradia da putaria

mais assombrosa;

no assassínio da vergonha

e dos pudores;

no instinto que leva

ao delírio dos corpos

nas chamas do leito,

no infindo rumo

do íntimo sentido

das brutais carnais

necessidades;

no complexo conteúdo

sempre sendo

preenchido

do longo rumo cáustico

do poder de foder;

na essência da habilidade

de sonhos realizáveis

entre as quatro paredes

de um templo dedicado

à carne;

na viagem inenarrável

a mundos de sentidos

variados

e riquíssimos em exatidões

de formas denunciantes

da animalidade nossa

imperante;

na pureza da imanência

de um gosto pelos frutos

mais proibidos

na cesta carregada

por destemidas bacantes

devoradoras de

mulheres e homens;

no sentido da estrada

que leva ao encontro

da carnal perdição

sempre salvadora

de espíritos enfraquecidos

pelos sofrimentos

e pelas dores

da materialidade;

na oração que se direciona

às partes baixas,

sagradas partes de

nossos corpos

que incompreendidas são

pelos que negam

o carnal fogo

e fogem do instinto

da foda;

na concepção de um mundo

no qual as imagens

sejam detentoras

do Verdadeiro Mistério

Carnal;

na intenção de uma forma

que molde uma Criação

na qual a liberdade

de todo carnal ato

vise ao intenso vestíbulo

a resguardar

o Espírito nosso

das quedas em direções

de inglórias;

na exaltação de uma alegria

que apenas existe

para a Força ocultada

nos carnais prazeres

mais ardentes

e mais selvagens;

na Energia

que advoga para si

a mesma Una Energia

dos que se dizem

santos”,

livres do pecado”

e “libertos do mal”

apenas porque,

hipocritamente,

frequentam uma igreja,

vestem uma batina

ou usam um roupão

a fim de se sentirem,

na visão deles,

melhor do que os

outros seres do mundo

e os “mais perfeitos

Filhos De Deus”:

os objetivos que me levam

a aqui continuar,

Lilith,

chupando

Tua Vulva,

cutucando

Tua Vulva,

acariciando

Tua Vulva,

lambendo

Tua Vulva.


Por que

A Unidade

me condenaria

sendo que eu

estou apenas

naturalmente agindo,

assim como agiram

os meus humanos

ancestrais

e agirão,

claro,

os descendentes

de todos os seres humanos,

até dos que em carne

se acham “libertos”,

nas amáveis carnais artes?


Sem a permissão

do Verdadeiro Deus,

Lilith,

eu não teria Te

conhecido.


Sem a permissão

do Verdadeiro Pai,

Lilith,

eu agora não estaria

aqui Contigo.


Sem a permissão

Daquele Que É,

Lilith,

tudo que eu sou

não teria existido.


Sem a permissão de

Eu Sou,

Lilith,

tudo que Tu És

não teria nascido.


Inominável Ser

MELODICAMENTE

ABRINDO-SE PARA

LILITH







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