segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Melodia De Tua Carne Em Exploração


Um pouco de pausa

da inglória diária,

repouso meus ombros

em meu leito dividido

entre um medo de falhas

e um terço de malhas

adquiridas dos pesadelos

de meus passados...


A tara,

o fetiche,

a sexual abertura

de meus olhos,

apesar da doença

que me abarrota,

a doença da desesperança

e da descrença,

ainda recebo...


Sem fim é o meu desejo,

Lilith?


Sem limites é este meu

desejo de foder,

Lilith?


Sem paradas é este meu

fetiche,

Lilith?


Vamos lá,

ainda tenho eróticos

inomináveis versos,

ainda tenho que pôr

para fora

tudo que orações,

joelho no chão

e clemências ao Alto

não consegue realizar

a meu favor...


Venha cá,

fetiche,

um sonho de assistir

duas mulheres

em momentos mágicos

de foda amparada

e protegida

pela Tua Imagem,

Lilith Mãe De Todas

As Mulheres...


Vivencio agora

esta experiência

Contigo exalando

uma Visão,

o amor de uma igual

por uma igual,

de uma mulher

por uma mulher,

de uma Filha Vossa

por outra

Filha Vossa...


As mãos deslizantes

feminis

no carinhoso toque...


Toque no púbis...


Toque no clitóris...


Toque nas paredes

da quente buceta...


As mãos deslizantes

feminis

em outros carinhosos

toques...


Duas Grandes Fêmeas

representando

A Grande Fêmea

que Tu És,

Lilith,

no empenho,

no trabalho,

no roteiro,

no comando,

no ensejo,

no enredo,

no tributo,

no sendeiro,

de uma reunião

de peles melódicas

cantando músicas

que para mim são

novas...


Fetiche

me realizando...


Fetiche

realizando-se...


Fetiche

realizado...


Mulheres...


Mulheres...


Mulheres...


O Feminino Uno...


Uma...


Elas são Uma...


Licores estou bebendo,

a angústia um pouco

desaparecendo,

sibilante Tu vens,

Mãe Lilith,

com Teu Veneno

me curando...


Inominável Ser

MELODICAMENTE

BEBENDO

LILITH







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