quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Manejando Inderrubáveis Torres


Limito meus escândalos a um tipo de alcance do que eu possa fazer a partir de minha realidade. Limitado como um ser humano, eu sou exatamente o tipo mais propício ao suicídio diariamente visto pelas cidades: o suicídio através da apatia, o suicídio através do tédio, o suicídio através da torrente toda de ondas sufocantes proporcionadas por uma civilização contemporânea desgraçadamente infeliz e insuficiente para almas como a minha... Que tipo de alma eu sou? Que tipo de humana alma sou? Algum tipo especial? Algum tipo maior? Ou apenas um tipo sensual como tantos outros tipos humanamente sensuais? Quem faz a si mesmo estes tipos de perguntas diante da carne toda estremecida pelos mais diversos temores e tremores decisivamente sensuais? Fico filosofando aqui, mas considero esta minha filosofia carnal uma estupidez sem fim... Quem pode me responder a que espécie de almas eu pertenço são os que me consideram um poeta, um escritor e um filósofo ou, simplesmente, apenas um cara que tem o que dizer ou, melhor dizendo sem me considerar como algo, um merdinha do caralho iludido que sempre em tudo fracassa. Uma coisa, apenas, me faz continuar, Lilith, putas que me lêem, putos que me lêem: ESCREVER. Manejar as letras, os versos, como a Senhora faz, Serpentina Mãe minha...



Tuas Letras

são Torres

nunca decadentes,

Lilith,

estão presentes

nos Livros

Estelares

e Solares.


Teus Versos

são Torres

nunca cadentes,

Lilith,

fazem parte

dos poemas

de Amor

e de Morte.


Manejadora Serpente

Das Letras

Do Livro Da Vida,

em redor da minha

carne tão fraca

sinto Tua língua

me lambendo,

me ungindo...


Manejadora Serpente

Dos Versos

Do Livro Das Mutações,

em minhas mãos

de antigo bardo

e antigo literato

sinto as Tuas mordidas

e apertos...


As Torres

vejo daqui,

As Torres

estão bem aqui,

As Torres

na forma do corpo

da minha

Serpentina Mulher...


Torres

de sêmen,

Torres

de suor,

Torres

de sangue,

O Sêmen Cósmico,

O Suor Cósmico...


O Sangue Cósmico,

Construtor das Torres

destas Odes Eternas

ao Teu Cósmico Nome,

Manejadora Das Odes

Ao Carnal Poder,

Manejadora Das Torres

Do Sensual Poder...


Sangue Cósmico

que bebo

neste momento de

poesia envenenada

e venenosa,

estou elevado,

estou sendo levado,

estou em uma Torre...


O Raio

se aproxima,

ergo as mãos,

minha carne

é tolhida,

eu como espírito

sou encoberto,

alcanço


Vosso Outro Mistério...


Inominável Ser

NO

OUTRO MISTÉRIO

DE

LILITH















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