segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Serpente Ao Vento Lançada




O vento vem,
vem do Norte,
O Norte Do Deserto,
O Grande Deserto.

Ao Sul Do Deserto,
toca uma melodia
entoada pelas
Ninfas de Lá. 

Ao Leste Do Deserto,
Sátiros e Bacantes
promovem 
A Eterna Orgia de Lá.

Ao Oeste Do Deserto,
há gemidos e prazeres
proporcionados pelos
Reis Do Sexo.

Ao Centro reside
Lilith,
erguendo um cetro
e uma coroa sem fim.

Jazem aos pés Dela
ídolos
e símbolos sexuais,
encarnados e desencarnados.

Estão nas mãos Dela
os que procriam,
os que nascem,
os que hão de nascer.

Dormem entre os seios Dela
poetas e poetisas,
escritores e escritoras,
simbolistas do Seu Sibilar.

Dançam na Vulva Dela
os filhos da Pornografia,
os filhos da Prostituição,
os filhos da Liberdade Sexual.

A Serpente:
O Vento Batndo
Onde Há Desejo,
Onde Há Ardor.

A Serpente:
O Vento Batendo
Onde Há Paixão,
Onde Há Amor.

A Serpente:
O Vento Batendo
Onde Há Fogo,
Onde Há Fulgor.

A Serpente:
O Vento Batendo
Onde Há O Baile,
Onde Há O Esplendor.

 Baile Dos Corpos,
Esplendor Da Carne,
Ventania Sagrada,
Ventania Selvagem.

Ventania que surge
quando um pênis
está em uma boca ou buceta
ou mão ou cu.

Ventania que surge
quando uma língua
está em um seio ou boca
ou buceta ou cu.

A mesma Ventania
que agora aqui chega,
oferecendo-me Tu
como minha sobremesa...

Inominável Ser
SENTINDO 
O VENTO
E METENDO
NO CU
DE LILITH

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