sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Tudo Foi Assim Na Índia



Kali Sacrificava Shiva Ao Nascer O Negro Sol Revelador Da Face Noturna Do Reinado Dos Quatro Reis Coroados Espelhados Nos Cabelos Do Príncipe Luzidio Do Oriente. Milênios Abundavam Nos Braços De Kali E Sua Dança Selvagem Fazia Chover O Sangue De Shiva Nos Ardentes Corpos De Fêmeas, Machos E Fêmeas-Machos-Fêmeas. Milênios Abençoavam Os Filhos Dançantes De Kali Nos Templos Sangrentos Dos Sacrifícios Que Embebedavam Todos Os Deuses Do Abismo. Os Milênios Contam Toda A Trajetória Do Reinado Daquela Que Dança Cosmicamente Para Aplacar E Domar Os Impulsos Da Transformadora Força Universal. Eu Bebi Do Sangue De Cada Sacrifícado Nos Templos De Kali. Eu Estive Nas Lâminas De Cada Espada E Punhal Que Sacrificaram Os Oferecidos A Kali. Eu Fui A Primeira A Assistir Um Homem Ser Transformado Em Mulher Aos Beijos Sangrentos De Kali. Eu Sou Kali, A Selvagem, A Sanguinária, A Liberta, A Deusa Sacrificante, A Deusa De Negra Pele Sagrada. Cuspi Na Face De Krishna E Vomitei Na Comida De Brahma, Vishnu E Shiva. Incendiei Os Devas Convocando Demônios Em Todas As Mais Poderosas Orgias Voltadas Para Cada Um Dos Meus Braços. Eu Sou O Tantra Cósmico, O Eterno Tantra, A Verdade Que Leva Cada Fêmea E Cada Macho Ao Centro Descortinante Da Verdade Derrubadora De Toda Mentira De Maya. Fui Kali, A Negra. Sou Kali, A Negra. E O Quarto Sexo Sangrou Quando Cus Foram Dançantes Quando Penetrados Por Pirocas Embebidas Pelo Sangue De Shiva.


Nove Danças
eu vejo Kali fazer
diante de nove leitos
cheios de sangue.

Dezoito homens vejo,
não,
nove homens
e nove que não são mais homens.

Cada homem
a cada fêmea nova
dança com fogo
nas partes baixas.

Kali dança,
Dança,
toda furiosa,
sobre cada corpo.

Kali esfrega
o Sangue do Seu
Sagrado Eterno Esposo
em cada corpo.

Kali grita,
o sangue do cu
de cada envolvido
latente espirra!

Kali grita,
as fêmeas-machos-fêmeas
são nos cus sangrentos
chupadas!

Kali grita,
cada chupada é feita
em honra à Sua
Presença!

Eis a Índia
nunca contada,
nem mesmo entre
os Tântricos Filhos.

Eis O Outro Caminho
Da Mão Esquerda,
o mais perigoso
e o mais saboroso.

Eis O Tantra Quaternário,
obra secreta nascida
em tempos dominados
pela Grande Kali.

A Grande Kali,
A Sedutora Mãe Oriental
Do Quarto Sexo
E De Todos Os Sexos.

A Grande Kali,
Dançando Sobre Shiva,
Dançando Sobre Fêmeas,
Dançando Sobre Machos.

A Grande Kali,
Dando O Sangue De Shiva
Aos Quaternários
No Ritual Sanguinário.

A violência de um cu
atravessado
satisfazia com infinitude
A Deusa Mais Negra.

Todo cu ensanguentado
era sorvido
com Eterno Prazer
Pela Deusa Mais Negra.

Todo Ser Do Quarto Sexo,
Todo Amante Do Quarto Sexo,
hoje,
É Parte Da Deusa Mais Negra.


Kali Eu Sou! E Danço Sobre Vosso Corpo, Minha Fêmea! E Danço Sobre Vosso Corpo, Meu Macho! E Danço Sobre Vosso Corpo, Quaternário! Sou A Oferecida Que Sacrifica E O Sacrifício Que Nunca Derrama Uma Gota De Sangue Por Derramar! Vêem Como Sou Bela Dançando? Vêem Como Corto Meu Eterno Esposo A Cada Ronda Do Negro Luar? Vêem Como Danço Sem Parar Entre As Estrelas Do Grande Mar? Vêem Como Grito Em Todos Os Sexos Quando Me Deixam Em Cada Um Dançar? Sou Violenta, Sou Impura, Sou Perturbada, Sou Voraz, Sou Correta, Sou Corretora, Sou Selvagem, Sou A NEGRA!!! Derramo No Quarto Sexo A Minha Selvageria, Indomáveis São Estes Que São Estranhos A Um Mundo Regido Pelo Sangue De Um Cordeirinho Menos Insano! Eu Me Derramou Sobre Os Atrativos Do Quarto Sexo, Sou A Beleza Que Une Dois Pólos, Sou A Beleza Que Reúne Todos Os Sexos! Danço Como A Serpente Oferecendo Veneno Maior Aos Que Abrem Os Lábios Sedentos Pelo Cósmico Conhecimento Entre As Minhas Pernas! Eu Danço E Abro A Minha Vulva, Sacrificando A Minha Vulva Para O Realizar De Todo Aquele Que Segue Meus Passos No Palco Da Eternidade! E Quem Canta A Música Que Eu Danço? É Uma Deusa: VOCÊ, FÊMEA!!! É Um Deus: VOCÊ, MACHO!!! E UM ACIMA DE DEUSAS E DEUSES NA FORMA DE MACHOS E FÊMEAS CARNALIZADOS: VOCÊ, QUATERNÁRIO!!!

OM KALI!!!

OM KALI!!!

OM KALI!!!

Inominável Ser
OUVINDO
O TERCEIRO
HISTÓRICO SIBILAR
DA SENHORA DE TODOS
OS SEXOS
LILITH

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