quinta-feira, 14 de abril de 2016

Ritual Que Está A Crescer



Aos Obscuros Céus,
Ao Zênite Da
Obscuridade,
Ergo meus braços
Como Ela ergue
Os Dela.

Para O Outubro
Das Noturnas Estações,
O Gigantesco Hino
Das Negras Orações,
Lanço minha voz
Em Cânticos
De Horror.

Cantam meus Cânticos
Sobre O Horror
Da Humana
Natureza.

Contam meus Cânticos
Histórias sobre
A Beleza
Do Outro Lado.

Coroam meus Cânticos
Versos embebidos
Do sangue derramado
Pelos Vitoriosos.

Símbolos
Vou desenhando
Em minhas
Escamas.

Símbolos
Vou tatuando
Em minhas
Presas.

Símbolos
Vou gravando
Em minhas
Garras.

E a minha mente
E o meu corpo
E a minha alma
Ritualizam…

Quem atende
Aos Chamados
Dos meus
Cânticos de Horror?

Quem chega
Atraída pela
Minha estremecida
Voz em Horror?

Quem incorpora
Em mim
Incentivada pelo
Meu Horror?

“Eu,
A Serpente,
O Horror
Dos Apegados Filhos
Da Vida,
O Horror
Dos Apagados Filhos
Da Morte,
A Mãe
De Uma Vida
Fora Da Deteriorada
Esfera De Todas
As Humanidades,
A Mãe
De Uma Morte
Das Mais Tremendas
E Aterradoras
Que Livram
Todos Aqueles
Que São Meus
Do Grande Carrasco
Tempo
E Da Grande Carrasca
Efemeridade
No Espaço
Dos Meus Palácios
De Libertação,
Êxtase
E Glórias!”

Ritual
Em meu corpo
A crescer.

Ritual
Em minha mente
A crescer.

Ritual
No espírito que eu sou
A crescer.

Ritual
Crescente
A me conceder
O Fervor.

Inominável Ser
FERVOROSO
MAGO NEGRO
DA LIBERTAÇÃO
DO ÊXTASE
E DAS GLÓRIAS
DA SERPENTE
LILITH




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