terça-feira, 25 de outubro de 2016

A Quarta Canção Que Ecoa Na Vastidão Das Formas


Photo by Wolfgang Prummer



Estrelas Sangrentas
Cantam Sobre
O Porto Das Terras
Que Caíram Nos
Templos De Sangue.


Estrelas Sangrentas
Compõem Ainda
Novas Canções
Sobre Os Túmulos
Do Tempo Corrente.


Estrelas Sangrentas
Erguem Notas
Para Novas Melodias
Dentro Da Eterna
Sedenta Corrente.


Estrelas Sangrentas
São A Música
Que Perfeita Eleva
A Estrutura Da
Sangrenta Torrente.


Os passos de uma
Dança muito sacra
Seguem os sons
Da Sangrenta Música
Estelar…


Os passos de uma
Sangrenta Dança
Tomam conta
Do Eterno Fluxo
Abismal…


Os passos de uma
Grande Dança
No Abismo
Aludem a uma
Infinita Canção…


Os passos…
A Dança…
O Sangue…
O Abismo…
A Canção…


Três Vezes
A
Canção!


Três Infinitas
Vezes
A
Canção!


Três
Eterníssimas
Vezes
A
Canção!


Quem
Mais Canta?


Quem
Mais Dança?


Quem
Mais Faz Sangrar?


Quem
Mais Desce
E Sobe
Através Do
Abismo?


A
Dançarina
Cantora
Que
Exerce
Cada
Rito
Profundo
Das
Coisas
E
Das
Não-Coisas.


A
Dançarina
Cantora
Irrompendo
Nos
Cataclismos
Das
Catacumbas
Anti-Cósmicas.


A
Dançarina
Cantora
Que
Mordeu
A
Maçã
Da
Proibida
Árvore
De
Todas
As
Existenciais
Auroras.


Inominável Ser
CANTANDO
A QUARTA CANÇÃO
DE LILITH




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