quarta-feira, 26 de outubro de 2016

A Quinta Canção Que Ecoa Na Vastidão Das Formas


Photo by Wolfgang Prummer


As Portas Se Abrem,
Dançarinas
E Dançarinos
Seguem O Canto
Mais Selvagem.


As Portas Se Abrem,
Os Quadris Giram
Em Redor Dos
Rubros Círculos
De Chamas.


As Portas Se Abrem,
As Faces Se Voltam
Para Os Triângulos
Varrendo Os Ares
Com Suas Vozes.


As Portas Se Abrem,
O Imperturbável
Canto Da Serpente
Rompe As Cadeias
Da Efemeridade.


O Canto Da Serpente
Que Encerra
O Segredo Vigilante
Da Porta Sagrada
Da Originalidade!


O Canto Da Serpente
Que Encontra
O Ponto A Sangrar
Dentro Das Crostas
Das Esferas Aterrorizantes!


O Canto Da Serpente
Que Escancara
Cada Janela
Dos Templos
Das Portas Gritantes!


O Canto Da Serpente
Dançarina
De Quadris
Incinerantes!


O Canto Da Serpente
Dançarina
De Quadris
Fumegantes!


O Canto Da Serpente
Dançarina
De Quadris
Inclementes!


Quem Tem Quadris
Como
Os Dela?


Quem Tem Quadris
Capazes Como
Os Dela
De Envolverem
Todas As Terras?


Quem Tem Quadros
Capazes Como
Os Dela
De Submeterem
Todos Os Fogos?


Quem Tem Quadris
Capazes Como
Os Dela
De Seduzirem
Todas As Águas?


Quem Tem Quadris
Capazes Como
Os Dela
De Sugarem
Todos Os Ares?


Quadris
Prontos
Para
Provocarem
O
Nascimento
De
Eternas
Canções
Portadoras
De
Luxúrias
Nascentes
Do
Furor
De
Seus
Movimentos.


Quadris
Que
Evocam
Todos
Para
O
Dançar
Em
Redor
De
Seus
Mundos
Repletos
De
Densos
Momentos.


Quadris
Degenerados
Corrompendo
Todos
Os
Pensamentos
E
Desejos
E
Olhares
E
Sentimentos
Das
Criaturas
Das
Luzes
E
Das
Trevas
Abaixo
De
Todos
Os
Firmamentos.


Inominável Ser
CANTANDO
A QUINTA CANÇÃO
DE LILITH




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