quarta-feira, 16 de novembro de 2016

A Língua Poetisa


Silk - Yuri Leitch


Um verso se distrai
E escorre como a saliva
Na ponta da língua
Que escreve um poema
Nos lábios vaginais
Como poetisa sem vergonha...

Outro verso descobre
O caminho para dentro
Da buceta toda pedindo
Um poema bandido
Que a umedeça sem pedir
Nenhuma tola licença...

Outros versos chegam
Na língua toda
Comandando a escrita
De um livro garantindo
O escorrer de um líquido
Sorvido em delírio...

Língua na buceta poetizando
Um tipo de escrita
Que a libertina poética
Angaria como a empresa
Onde trabalham todos
Os experts em bucetas...

Buceta na língua em estrofes
Que rimam com o forte
Odor de dentro dela
Que hipnotiza como
O inesquecível perfume
De toda fêmea poetizada...

Língua poetisa segue
No terceto certeiro
Fazendo todo o livro
Na buceta sendo ampliado
Ganhar os prêmios
Mais gozados...

Vai a língua seguindo
As linhas da arquitetura
Da buceta que parece
A consagrada abertura
Pelo baudelariano sangue
E o sádico mijo...

Poemas assim estão
Muito mais vivos
E eternos são escritos
Por aqueles que fazem
De suas talentosas línguas
Poetisas geradoras de sorrisos...

Inominável Ser
QUASE
UM ARQUIMESTRE
NESTE TIPO
DE POESIA




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