quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Bramidos De Uma Ardente Liberdade


Elusive - Casimir Lee


Vigilantes sonhos
Insistem em povoar
As vias da alma
Que procura no
Infinito Desejo
Cada prêmio dado
Pela Liberdade
Existencial.

Tal Liberdade determina
Os dotados pela sede
Nunca aplacada
Completamente
No leito de rosas
Ou no leito de fel.

Tal Liberdade determina
Os fortalecidos pela fome
Que move os membros
Para constantes combustões
No leito ensanguentado
E no leito abandonado.

Tal Liberdade determina
O tipo de louca viagem
Na saciedade dos poros
No leito que decanta
As babilônicas profundezas
Dentro do leito que declama
As sodomitas proezas.

Quem mais determina
Tal Liberdade?
Uma Libertadora
De fúria gigantesca.
Quem mais permite
Tal Liberdade?
Uma Libertadora
De profundíssimas garras.

Quem mais ecoa
Em tal Liberdade?
Uma Libertadora
Gerando estradas
De gozos selvagens.
Quem mais coroa
Essa tal Liberdade?
Uma Libertadora
Ignorando vozes
Que pedem cautela
Diante do voraz precipício
Da libertinagem.

Que é essa Liberdade?
Um Veneno
Para quem já nasceu
E morreu
E renasceu
Mordido pela Serpente.

Quem é essa Libertadora?
Uma Envenenadora
Para quem nasceu
E morreu
E renasceu
Enfeitiçado pela Coruja.

Ardente Liberdade
Em bramidos para
Aqueles que nascem
E morrem
E renascem
Querendo nunca ficarem
Por baixo.

Liberdade concedida
Por Aquela que não
Ficou por baixo
Do que hoje se reduz
A reles dejeto em pó
Pelos pés Dela
Extinto.

Inominável Ser
ENTREGUE
AOS PÉS
DE LILITH




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