domingo, 20 de novembro de 2016

Como Toda Sedenta Primazia


Wood - Yuri Leitch


As maiores das liberdades
Que aos da carne competem
Se encontram na voz
Que nenhuma civilização
Conseguiu calar
Do pescoço para baixo…

A voz que vem de baixo
Domina esta raça humana
Onde nem toda moral
Conseguiu apagar a vontade
Das primitivas moradas
Da bruta sacanagem…

A buceta
É uma dominante voz…
A pica
É uma soberana voz…
A língua
É uma saborosa voz…

A boca
É uma ilimitada voz…
As tetas
São ilimitadas vozes…
O cu
É uma abissal voz…

As mãos
São gloriosas vozes…
Os pés
São esplendorosas vozes…
As coxas
São retumbantes vozes…

As costas
São formidáveis vozes…
A bunda
É una suculenta voz…
Os quadris
São ferrenhas vozes…

Cada músculo…
Cada osso…
Cada veia…
Cada órgão…
O humano corpo foi feito
Para o primor das fodas…

Não há saída desta rota
E nem há como esconder
Que o mover dos humanos
É da foda na cama
Até a deterioração na cova
Desde antigos campos…

Então é tudo resumido
Ao que pega fogo
Abaixo da cabeça
A qual deve ser esvaziada
Para o magno proveito
De cada fato de uma trepada…

Inominável Ser
DE CABEÇA VAZIA
SEMPRE QUE
TREPA




Nenhum comentário: