terça-feira, 22 de novembro de 2016

Na Árvore Das Inversões


The Hanged - Casimir Lee


Entregue ao encanto
Do enforcamento
De todos os meus laços
Com a miserabilidade
Do civilizado,
Embarco em uma raiz
De árvore tida como
Desejada assassina
De acomodadas visões.

Enforcado como estou,
Enforcado como tudo está,
Enforcado cono todos estão,
Dependurados
Fora do Rito Imutável
Da Negra Flor Arrancável
Do Solo Do Torpor,
Encontro A Enforcada
Que Sibila
Me dando mel com veneno
Ao pé da Antiga
Árvore Dos Enforcados
Na Morte
E No Renascimento.

A Sibilante Enforcada
Toca cada centímetro
Das carnais terras
Com uma mente produtora
De pensamentos intrigantes,
Pedaços de bons caminhos
Para maus espinhos
No meio das multidões
Cegadas pelo mentiroso
Iluminismo das religiões.

A Enforcada não quer
Religião,
A Enforcada não quer
Retidão,
A Enforcada não quer
Limitação,
A Enforcada não quer
Escravidão,
A Enforcada não quer
Acomodação.

A Enforcada Serpente
Quer nosso enforcamento
De cabeça para baixo,
Que possamos ser assim
Enforcados por nós mesmos
Na Árvore,
Esta que chama
Nossas pernas
Para as infinitas cordas
Em seus infinitos galhos.

Enforcados seremos
Novos,
Enforcados seremos
Autênticos,
Enforcados seremos
Serenos,
Enforcados seremos
Terrenos,
Enforcados seremos
Nós mesmos.

Nós mesmos,
Entregues ao Poder
Maior Dos Enforcamentos.

Nós mesmos,
Entregues aos Verdadeiros
Olhos De Nosso Ser.

Nós mesmos,
Entregues ao nosso Fim
E ao nosso Início.

E no Meio entregues
Ao Veneno Daquela
Que Mais Nos Enforca.

Inominável Ser
ENTREGUE
AO VENENO
DE LILITH




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