quinta-feira, 4 de maio de 2017

Mares De Ondas Imperturbáveis


Ao longo dos nados
Entregando os raios
Que caem velando
Pelo sabor cálido
Dos corpos molhados;

No instante a cada
Mínimo instante
Dos conscientes corpos
No imenso arco
Todo repousante
Do fatal êxtase;

No espaço acampando
Entre os leitos
De onde águas
De altíssima luxúria
Fazem brotar raízes
De frondoso gozo;

No ermo tempo
Em que são preenchidos
Os corpos compostos
De pedidos por
Puríssimos prazeres
Que desviam
Da procrastinação
E do ostracismo;

No adotar precioso
De um banho
Em inesquecíveis
Águas reinantes
Nas estruturas principais
De princípios declarantes
Do dilúvio que é
O Carnal Reino:

A declaração de uma
Atlântida
Para amantes

A declaração de um
Oceano
Para fodedores

A declaração de um
Banhar
Para A Serpente

Declaração
De infinitos Reinados
Em infinitas
Carnes absortas
Em venenosas
Águas
Eternamente
Declaradas

Inominável Ser
DECLARADO SER
NO BANHAR
DE LILITH




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