terça-feira, 2 de maio de 2017

Pedindo A Chuva Que Possa Permanecer


Novas substâncias
Dentro de gotas
De um céu ensanguentado
Caem sobre amantes
Que esquecem do
Maldito manto
Dos humanos dias
E correm pela
Furiosa Tempestade
Das carnes
Em chamas.

Em chamas
De um dilúvio
Povoado.

Em chamas
De um dilúvio
Vazio.

Em chamas
De um dilúvio
Veloz.

Em chamas
De um dilúvio
Lento.

Em chamas
De um dilúvio
Ontem.

Em chamas
De um dilúvio
Hoje.

Em chamas
De um dilúvio
Amanhã.

Em chamas
De um dilúvio
Eterno.

Em chamas
De um dilúvio
Provocador
E
Arrebatador
E
Aterrorizante
E
Tremulante
E
Transmutador
E
Transmissor
E
Exaltante
E
Exteriorizante
E
Interiorizante.

Advindo da Voz
Da Serpente
Que abre todas
As nascentes
Do Infinito Dilúvio
Da Luxúria
Cai sobre dois
Corpos de chamas
O Veneno Que Origina
Todos Os Outros
Originais Venenos.

E todos aqueles
Que bebem
Do Dilúvio
De tal Veneno
Em si estabelecem
Múltiplos títulos
De perdições
Mutilantes de toda
Pequenez
Essencial.

Inominável Ser
BEBENDO
DO DILÚVIO
DE LILITH




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